quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Parler


A entrada no mundo social por meio da linguagem reprime as armadilhas do imaginário e salva o sujeito do caminho da psicose.  A linguagem passa a ser  a organização central dos processos psíquicos e, neste sentido, compreende o inconsciente como linguagem. 
(González Rey, Fernando Luis. 2003, pg  37)

Falar me faz social
Faz-me ser eu.
Distante do imaginário
E dessas armadilhas psíquicas.
Falar, para ser mais real
E ser humano.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Non Sentido

Não vejo sentido
Naquilo que faço.

Só o que não faço tem sentido.

Porque quando faço aquilo que não faço
Fazer perde todo o sentido.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Meu EU masculino, meu TU poeta...

Ainda sou poeta.
Sem ressalvas.
Ainda sinto o cheiro das palavras secas
Tenho sonhos sujos e acordo confuso.
Apesar de tanta demora
Ainda sou poeta.
E vejo mensagens subliminares
Por todo canto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

às noites, poesias carecidas de melancolia...

Como posso
                         (sem desprezo)
Falar de noites
Sem melancolia?
Se a poesia ainda me habita
Se ainda corre em minhas veias.
De tanto anseio 
Em cada pulsada
Causa-me náusea
Um fantasma que me assombra
Como se eu fosse masoquista
Ou qualquer pervertida
'Que ri e detesta.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escrevo

Escrevo por escrever
Sem mais motivos para ser.
Mais uma de morrer, desapego,
Somada ao meu desassossego.
Escrevo para não me extinguir
Para revelar minha vontade
De existir
Para solver meu eu faminto
De morrer
Para poder escrever
Para ter o conceito de minha escrita
E conceituar minha vida
Através da morte
E da essência de minha poesia.
Escrevo
Para te permitir
Ter o que eu não te entrego de mim.

Poesia

Ela é minha estratégia de sobrevivência
Ignoro a vida que passa,

Por ela vivo.

Por ela anseio passar os dias
Para ter mais dela.